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Ponto de Ebulição

Postado em Entrevistas em Março 18, 2008 por Mariana

ponto de ebuliçao

Entrevista realizada pelo Blog InPop. com a banda Ponto de Ebulição

 1) Como vocês se conheceram?
 Eramos apenas dois no começo. Eu, (vocalista q namorava a melhor a amiga
do Baixista) e o baixista. Tinhamos em comum apenas o saber tocar
algum instrumento, foi qunado então tivemos a idéia de montar uma
banda.  Foi então que chamamos o guitarrista, Igor, pra tocar com a gente,
e um baterista que por sinal não tinha tempo pra ensair. Então
convidamos o baterista atual, Leco,  já que este é primo do vocalista.
E assim a banda foi formada tendo seus quatros componentes, Serginho,
Igor, Thiaguinho e Leco
 
2) Por que o nome Ponto de Ebulição?
 O nome surgiu apenas de uma brincadeira querendo dizer qua a banda iria
chegar fervendo…rsrsrsr…algo q pudesse soar sério e engraçado ao
mesmo tempo.

ponto de ebuliçao2
 
3) Quais são as suas principais influencias?
São Foo Fighters, Audioslave, Muse,  Detonautas e Hateen.
 
4) No começo da carreira, vocês tocavam musica própria ou cover?
Na verdade sempre tocamos musicas próprias, que até hoje é a nossa
prioridade, mas fazemos alguns covers pra que a galera possa se
divertir ouvindo um som mais conhecido.

5) No fim de 2007 vocês lançaram um CD.Vocês tiveram ajuda de alguma gravadora ou foi totalmente independente?
O CD foi totalmente independente, tendo a produção do Marcio Pombo em
todas as músicas com excessão da música o aprendizado que foi
produzida por Feliep Marques.

6) Esse CD possui cinco músicas autorais.Qual o principal tema das letras delas?
Na verdade não existe um tema principal sobre o disco, cada música
retrata uma vivência diferente de coisas também diferentes. Mas a
banda fala bastante sobre amizade,DEUS,  violência, sobre como o tempo
voa e também sobre o amor. Porem a música principal chamada olhos de
criança retrata a mudança do mundo devido as atitudes das pessoas e os
erros que nos mesmo cometemos.

7) Hoje vocês fazem alguns shows em bares e outros lugares.O que realmente falta para o sucesso, apoio das gravadoras ou espaço na mídia(rádio e TV)?
Acredito que realmente o que falta mesmo e uma boa oportunidade em
alguma gravadora, já que existem milhões de bandas boas na atualidade.
É complicado um mercado tão saturado de ótimas bandas. Mas a falta de
espaço realmente é um fator que atrapalha o crescimento de boas
bandas.

8)O que vocês têm a dizer para as bandas que estão começando e ainda não possuem CD?
Que a música deve ser levada com seriedade e com perseverança, pois as
coisas nunca acontecem da noite para o dia e sim após uma longa
caminhada numa longa estrada.

9) Uma mensagem para o público InPop.
Primeiramente queria agradecer e parabenizar ao Pedro e ao André, donos do blog, pela oportunidade que nos dão de mostrar um pouco do nosso trabalho e ao incentivo as bandas independentes. Isso ja contribui para nosso crescimento e que  podem as vezes abrir portas para nós que estamos nessa correria.
E para o publico da InPop, já agradecendo aos que leram essa matéria e
obrigado também por apoiar o cenário independente.

A banda PONTO DE EBULIÇÃO agradece a Todos…

banda.jpg

Aqui no InPop.

Pedro Reis e André Matos

Entrevista com a banda Carbona

Postado em Entrevistas em Fevereiro 29, 2008 por Mariana


No mês de Dezembro de 2007, o Carbona, uma das principais bandas independentes do Brasil, completou 10 anos de atividade. Para comemorar a longevidade do grupo, o Vale Punk preparou uma entrevista especial com o vocalista e guitarrista Henrique Badke, que contou tudo da história do Carbona e alguns projetos para este ano de 2008.

Como e quando vocês criaram o Carbona?
Carbona nasceu em 1997. Dezembro de 97. Uma forma banal porém muito especial de se começar a banda. Três amigos conversam sobre música e não demora a surgir a célebre frase: Vamos fazer uma banda? No dia seguinte ensaiamos duas vezes. Aquilo era o início de tudo. Não paramos mais.

Quais são as principais influências musicais no som do Carbona?
Ramones e as bandas da Lookout da década de 90: Queers, Screeching Weasel, Groovie Ghoulies.

Comente um pouco sobre o universo das letras do Carbona.
Estórias contadas em bases simples de três acordes e melodias grudentas. O Carbona funciona como filmes de sessão da tarde musicados ou estórias em quadrinhos musicadas. Acho que isso define bem.

O primeiro cd de vocês, o Go Carbona Go, de 1998, foi lançado primeiramente no exterior pelo selo canadense AMP Records, para depois ser lançado no Brasil. Por que isso aconteceu e como ocorreu esse contato com esse selo?
Quando gravamos a demo estávamos conhecendo a web. A proposta daquele novo meio era fascinante. A idéia de conectar pessoas revolucionando a relação tempo X espaço. Começamos a mandar email e demos para todo o mundo. A resposta mais bacana veio do Canadá. Nosso primeiro disco também.

O cd “Back to Basics” traz alguns dos maiores clássicos do Carbona em inglês, você acredita que esse disco ajudou a divulgar o bubblegum na cena nacional e chamar a atenção para outros grupos do estilo?
Difícil saber. O Back to Basics é um disco que reúne várias gravações DEMO que fizemos. Acabou sendo um dos discos de maior vendagem . Difícil dizer o que ele representou pra outras bandas, mas pro CARBONA e pro nossos fãs representou um “puta” disco.

Em 2000 vocês lançaram o Straight Out Of The Bailey Show, que traz três covers, entre elas a clássica Teenage Kicks, do The Undertones. Como surgiu a idéia de incluir essas músicas?
Das bandas européias, o Undertones era a que a gente mais estava próxima no que diz respeito à temática das letras. Teenage Kicks é um hino. Curtíamos a música a letra e achamos que seria legal gravar.

Em 2001 vocês lançaram o A Mighty Panorama of Earth Shaking Rock And Roll, que tem uma história interessante, ele era para ser o segundo disco e acabou sendo o quinto. O que aconteceu?
Não me lembro ao certo… mas este é o meu favorito disco da fase em Inglês. Macarroni Girl faria parte deste disco. Não entrou por que o Back to Basics saiu primeiro. Arrisco a dizer que o MIGHTY, o menos conhecido de todos os discos, é um dos melhores senão o melhor álbum do CARBONA.

A Mighty Panorama of Earth Shaking Rock And Roll acabou sendo o último disco em inglês. Vocês têm planos de lançar mais material em inglês ou até mesmo de lançar uma coletânea com esse material antigo e as raridades?
Sim, a gente gostaria de gravar mas acaba sempre priorizando músicas inéditas em português.

2002 foi um ano de poucos lançamentos e da decisão de lançar um disco em português. Por quê vocês optaram por esse desafio?
A gente já tinha estas músicas prontas. Ao longo dos primeiros anos a gente sempre fazia das músicas em português uma recreação nos ensaios. Um dia tocamos quase 15 músicas e pensamos “Porra temos um disco aqui”. Achamos aquilo o máximo e resolvemos gravar.

O Taito não Engole Fichas, se não é o melhor disco do Carbona, com certeza foi o que trouxe mais exposição na mídia, mais popularidade e fez com que vocês pudessem tocar em cidades que ainda não haviam visitado. Você acredita que esse é o disco mais importante na carreira de vocês?
Sim. Concordo que é um divisor de águas na nossa caminhada.

Também com o Taito não Engole Fichas, vocês gravaram o primeiro clipe de vocês, da música Fliperama. Como foi essa experiência de gravar um videoclipe e qual a importância dele para o grupo?
Foi divertidíssimo! Nunca tinha dado muito valor pra isso até o dia em que filmamos. O clipe foi resultado de uma grande “correria” e força do Samir, um dos diretores. Acho que o clipe ajudou a traduzir ainda mais o espírito da banda.

Em 2004 vocês participaram do Porão do Rock em Brasília. Como foi tocar para mais de 50.000 pessoas e no palco principal do evento?
Uma das experiências mais fodas da minha vida. Tenho muitas lembranças daquele fim de semana! Muitas.

Em 2004 vocês faturaram o prêmio de melhor disco de punk rock nacional de 2003. Talvez esse prêmio tenha sido o primeiro conquistado pelo Carbona. O que isso representou pra vocês?
Ficamos contentes por ter sido um prêmio resultante de votação de internautas. Prêmios com escolha da audiência é sempre bacana.

O Cosmicômica veio em 2005 e com ele uma mudança na sua maneira de cantar. Por quê houve essa mudança?
Aos poucos a idéia de cantarcom a voz parecida com a do Bem Weasel foi “perdendo a graça”. Risos. Rasgar a voz era um artifício para não desafinar muito. Tinha muitas referências de vocais rasgados. Num dado momento comecei a ver que cantar com um vocal próximo seria um desafio e positivo para a banda. No Cosmicômica isso começa, no Apuros se consolida.

Em 2006 vocês deram um tempo com a parceria de anos com a 13 Records para lançar pela Revista Outra Coisa. Por quê houve essa mudança?
A proposta da Revista era interessante. Distribuir o cd por todo Brasil por um preço acessível era algo que casava com nossos objetivos. Somos muito gratos pela 13 RECS e pelo trabalho do André até hoje. Sempre nos incentivaram e acreditaram no nosso trabalho.

Alguns veículos de comunicação que resenharam o Apuros em Cingapura disseram que as letras e a sonoridade do Carbona estão mais maduras. Você concorda com essas opiniões?
Sob certo aspecto sim, mas na verdade a essência está lá. A temática inserida no mesmo universo de criação , as melodias grudentas, as bases e solos simples.

Em 2007 vocês participaram do festival VANS Zona Punk Tour. Com foi realizar uma turnê ao lado de outros grandes grupos da cena e que possuem uma sonoridade diferente do Carbona?
Foi interessante. Acho muito válido a fórmula de shows com bandas de sons diferentes. Pluralidade é algo importante para o mundo. A tour foi bacana como todas as outras. Estar na estrada é turbinar a vida.

Os números do Carbona são impressionantes para uma banda independente. São 8 discos lançados e mais de 400 shows pelas mais variadas cidades do país em 10 anos de grupo. Você acredita que a hiperatividade é o grande diferencial do Carbona?
Eu não costumo levantar a bandeira da produtividade. Na música quantidade não é mérito. Acho que nosso mérito é fazer com vontade aquilo que a gente gosta. Cada banda e artista te,m seu jeito próprio de trabalhar. O nosso foi desta forma e nos trouxe até aqui.

Durante esses 10 anos vocês tocaram junto com grandes ídolos de vocês, tanto no Brasil quanto no exterior, como Marky Ramone, The Queers e Grouvie Ghoulies. Como foi tocar junto com essas bandas e com quem mais vocês gostariam de tocar?
Foi muito bacana tocar com bandas das quais tenho dezenas de discos na prateleira. O Marky é um Ramone ! Não precisa falar mais nada. Na época em que tocamos lá ele ainda não tinha vindo sozinho pro Brasil. Foi mágico. E o Ghoulies na época tinha B Face no Baixo e Dan Panic na Batera! Um selecionado pra nos fãs do bubblegum.

Quais são os projetos do Carbona para 2008?
Gravar um novo disco e cair na estrada. O mesmo que fizemos ao longo dos últimos 10 anos.(Risos)

É isso Henrique. Parabéns pelos 10 anos de Carbona e por tudo que vocês conquistaram nesse período. Muito obrigado pela entrevista. Deixe um recado para os leitores do Vale Punk e do InPop.
Obrigado pela força ao longo destes anos de trabalho. Um brinde à todos aqueles que fazem da música uma eterna fonte de diversão!

Links Relacionados:
www.carbona.com.br

Entrevista realizada dia 30/01/2008 por Flavio Fernandes do site ValePunk .

Aqui no InPop.

Pedro Reis

Entrevista: Angeles >>> banda de garagem porteña

Postado em Entrevistas em Fevereiro 28, 2008 por Mariana

Angeles conta um pouco da sua história e da situação do Rock Independente na Argentina

BDG: Como a banda começou?
Angeles: A banda começou no ano de 2001. Em três meses gravamos um demo com dez temas sendo sete nossos e três covers, um do Elvis (“Hound Dog”), um do The Beatles (“I want to hold your hand”) e um do Ramones(“53 & 3”).
Em 2002 gravamos outro demo com treze temas nossos e dois covers, um do The Clash (“Police on my back”) e outro dos Rolling Stones (“Time is on my side”). Esse disco também traz nosso primeiro vídeoclip do tema “Perdon”. Nunca paramos de ensaiar e de tocar ao vivo, armando recitais.

BDG: Foi muito difícil chegar a etapa de gravar o CD?
Angeles: Não foi difícil já que tínhamos a experiência de ter gravado nossos demos e coisas para discos de tributos. O mais difícil foi juntar o dinheiro para editar o disco da maneira que queríamos: 1000 discos com uma arte excelente e um vídeo muito bom, o resto não nos custou muito.

BDG: A Angeles foi mais influenciada por quais músicos?
Angeles: Social Distortion, Ramones, Nirvana, Descendents, The Clash, Rancid, bandas Argentinas como Attaque 77 e escritores como Bukowski, Kerouac e Miller. Hoje em dia escutamos muito Backyard Babies, Hellacopters, Gluecifer, Turbonegro e Flaming Sideburns.

BDG: Com qual ídolo vocês gostariam de dividir um palco?
Angeles: Social Distortion, Backyard Babies e Hellacopters.

BDG: Para vocês, qual é a importância de um videoclipe para uma banda de rock? Vocês curtiram essa experiência?
Angeles: Te permite conhecer muito mais a banda, não só conhece os temas assim como também os vê tocar. Desfrutamos muito dessa experiência. Gostamos muito de fazê-lo, também filmamos muitos de nossos shows para ter material e, num futuro, fazer coisas com ele.

BDG: No Brasil o espaço oferecido as bandas independentes é bem restrito. Falta apoio, falta espaço e sobra modismo. Como é a situação na Argentina?
Angeles: A mesma. Muito mais depois de 2004, quando sofremos a morte de 194 jovens que estavam num recital de rock. Eles morreram queimados e afogados por um incêndio que foi provocado por alguém do público que incendiou um elemento de pirotecnia e as portas de emergência estavam fechadas. Isso fez com que muitos lugares fossem fechados e os que restaram pedem muito dinheiro para alugá-los.

BDG: O site da Angeles é bem legal, completo. Vocês acreditam que a Internet vem facilitar a vida dos músicos em começo de carreira, de modo a amenizar a falta de espaço na grande mídia?
Angeles: Sim! A internet é muito boa para que as bandas novas possam se conhecer, contatar e se difundir.

BDG: Vocês pretendem tocar aqui no Brasil? Conhecem a música brasileira?
Angeles: Sim! Nós adoraríamos ir, então que nos convidem! Aí tem uma onda muito boa e bandas muito boas, escutam música muito boa, os lugares estão muito bons e o público é muito agradável.
Muito, desde de Sepultura até Forgotten Boys. Eu estive em turnê com uma banda Argentina (Corazones Muertos) em janeiro de 2005 e conheci muita gente, muitos músicos e vi muitas bandas lá como Baztards, As cobras Malditas, The Butcher Orchestra, Four Little Girls, Cyber Jack, etc. Todas muito, muito boas, muito Rockers, muito profissionais.

BDG: Quais os planos para 2006?
Angeles: Continuar divulgando nosso último disco “Directo” e continuar compondo, tocar e viajar (Brasil se puder ser, hehe), etc.

Por último quero agradecer a todos os que trabalham no Bandas de Garagem, em especial ao Lívio Mathias por nos dar este espaço para que o Brasil nos conheça. Cumprimentos a todos os que visitam o site e espero que algum dia nos encontremos em São Paulo para tomarmos uma Skol e tocar muito Punk Rock. Obrigado!

Conheça o som dos Angeles aqui no BDG

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Esta entrevista foi feita pelo site:
Bandas de Garagem

Aqui no InPop.

André Matos